BANCO RIO DE ALIMENTOS: UM ANO DE ATIVIDADES
NOV/2001
As estatísticas sobre a fome e seus efeitos no país são aterradoras, enquanto o Brasil recebe o título de “país do desperdício”.
Esta triste e paradoxal realidade levou o Sesc Rio a criar o Programa Banco Rio de Alimentos, cujo objetivo é, essencialmente, evitar o desperdício para combater a fome, embora haja a plena consciência de que ela deva ser bombardeada independente desta ou daquela condição em especial. Contudo, a situação de desperdício agrava, e muito, a questão por uma razão muito simples de compreender, mas não tão fácil de solucionar, que é: por que jogar tanto alimento fora, enquanto milhões de pessoas morrem de fome?
Há um ano, o Banco Rio de Alimentos vem trabalhando nesta empreitada com o auxílio imprescindível de empresas conscientes da sua responsabilidade social. Os resultados superam todas as expectativas.
O recolhimento e distribuição de 120 toneladas de alimentos foi a meta estabelecida para o primeiro ano de atividades do Banco. Esta marca há muito foi atingida. Chegamos ao final do primeiro ano de atividades registrando, com a satisfação propiciada pelo sentimento de missão cumprida, a marca de 182 toneladas de alimentos distribuídos às 4.834 pessoas carentes apoiadas diariamente pelo Banco. Mas essa distribuição somente foi possível em função da consciência cívica e cidadã das empresas parceiras que nunca hesitaram em contribuir com o Programa, e às quais direcionamos o MUITO OBRIGADO daquelas pessoas que, graças a esses parceiros, puderam se alimentar durante todo o ano.
Dedicamos às empresas colaboradoras essa nobre vitória conquistada, acima de tudo, através de sua contribuição para o combate à fome em nosso país.
Mas o trabalho continua crescendo... reclamando, portanto, novos participantes porque, para que possamos credenciar novas instituições, é imperioso que estabeleçamos novas parcerias. Uma coisa está diretamente ligada à outra. Não podemos enviar alimentos às pessoas carentes se não os recebemos de doadores.
É uma fórmula muito simples: alimento desperdiçado + barriga de quem tem fome = VIDA. É mais simples do que 1 + 1 = 2. Parece incrível, mas ainda temos dificuldade em resolver.
Esse é o nosso trabalho de Banco, cuja única e vital moeda é o alimento, sem o qual não podemos manter este Rio fluindo perene em seu curso para abastecer aqueles que necessitam.